Refúgio
Tão pequeno,
quase nem bate.
Tão Inocente,
Tão meigo,
Tão amigo,
Tão cheio de vontades,
Não se cansa de me ver impaciente,
Não se cansa de me ver chorar,
Não se vende tão fácil...
Tão pequeno,
quase nem me cabe,
Tão carente,
Tão triste,
Tão Amargo,
Tão descrente...
Tão Pai,
Papeis Trocados...
Não da pra Acreditar
que você só tem quatro Anos,
Como sabe com tão pouco tempo de vida
que Dizer-me "EU TE AMO",
me traria de volta a Vida...
Amo vocês Meus Filhos.
(Marcos Eduardo e João Victor)
Marcos Malta
domingo, 16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Fácil...
Fácil...
...Entregar
em um envelope cinza ou branco,
Declarações
arrancando
Um breve
sorriso mesmo
Que seja
apenas de canto de boca.
...Assoviar
acompanhando
O
maravilhoso som dos pássaros,
Sem saber
uma nota musical se quer.
...Comprar
o melhor vinho,
Convidá-la
em pensamentos,
Comprar rosas,
Arrumar
as velas,
Combinar
uma declaração decente,
Sabendo que
não aceitará meu convite.
...Colocar
aquela musica que fala de nós dois,
E ouvir
você dizer.
Que a
musica é feia,
Ou é
musica pra corno.
...Comprar
uma aliança,
Fazer
uma surpresa,
E na
hora do pedido,
Descobrir
que está de dieta a dias e
O anel
só cabe no dedo do meio.
...Comprar
um carro e,
Imaginar nossa primeira cena amorosa e,
Quando
levantar a cabeça,
Ver seu
belo sorriso estampado
No ombro
de outro cara...
Realmente
a musica que amo...
É uma
musica de corno...
E mesmo
não tendo você um dia se quer,
Pude perceber
o quão fácil foi me apaixonar e
O quão fácil
será trocar de musica...
Marcos
Malta
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
I ai...
I ai?
Mudei
seu mundo, coloquei bordas no sol.
Protegi a
lua,
Arrastei-a
pra janela do seu quarto,
Chamei Índios
cantantes,
Chorando
chuvas em olhos vermelhos de amor.
E pássaros
tristes alegraram nossa noite,
E mesmo
com o lençol suado de amor,
Pude gostar
de sentimentos esquecidos,
I ai...
I ai voltei ao som que vinha do peito
Felicitado
com minha presença,
Apalpei a dor de entregar
Minha
Alma em suas delicadas Mãos,
E vi
unhas vermelhas saciando sede,
Arrancando
de mim,
Pedaços
regenerados de minha pele macia,
E Noites
mais tarde olhando pra lua.
Pude ver
um largo sorriso aberto ao ver
A bela
noite que Propiciou ao
Velho novato
casal...
I ai?...
Marcos Malta
domingo, 30 de setembro de 2012
Crônicas de um tempo bom.
Crônicas
de um tempo bom.
Arrancava suspiros
alheios,
Admirava mãos
alheias,
Derretendo o ouro que
circulava os dedos nus,
que outrora me
causava inveja.
Vestia minhas mãos
com algo similar,
reduzindo minha
vontade,
Diminuindo o caminho
pra encontrar minha felicidade.
Cada rosto que
cruzava meu olhar,
mantia acesa minha
esperança,
Cada perna lisa, Bumbum
empinado, Seios Duros,
Faziam-me viajar num futuro bem próximo,
Imaginava-me
passeando por tanta perfeição criada
Só pra que fosse
admirada e cortejada por mim.
A cada vestido curto,
A cada falta de
elegância nos olhares vindo em minha direção,
Causava-me uma
elevação interior.
Passava horas me
arrumando,
Por minutos de banho
demorado,
Por minutos de loções
pós-banho,
Por minutos de gel em
meus cabelos,
Por minutos em
escolher a melhor roupa,
Por minutos em criar
coragem em pegar meu telefone,
Por minutos em criar
coragem e te chamar pra sair,
Enfim por minutos em
ligar minha moto,
Por minutos em ficar
cortejando a ideia de tamanha loucura.
O rumo que tomei
talvez não me aproximasse da felicidade,
Mas fizestes com a
agonia em ficar admirando-a
A cada dia mais e
mais, permanecesse acesa
A cada vestido curto
que colocava
Quando fazia questão
de passar no estreito que circulava sua casa
No horário não planejado,
Meu coração não tinha
outro destino.
Por horas de cartas
escritas pra que enxergue meu amor por ti,
Por minutos de linhas
que voltava uma a uma,
Por minutos de
lembranças de coisas que poderiam agradá-la,
Por minutos lembrando-me
das rosas
Que poderiam jogar na
porta de sua casa,
Alegrando um pouco
mais seu começo de dia,
Por minutos lembrando-me
dos filhos que poderíamos ter,
Por minutos lembrando-me
das musicas que ouvi falando de você,
Por minutos lembrando-me
das viagens fotografadas
Em momentos que ainda
viriam com toda força em minha memória,
Enfim por minutos de
bobeira rasgando tudo
Que expressava minha ignorância
por saber
Que não tenho
dinheiro pra sustentar seu vicio...
Marcos Malta
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Canção de Deus pra mim.
Canção de Deus pra mim.
Em um curto espaço de tempo,
Fiz um grande momento,
A perfeição estava tão próxima
Olhava pra ela a todo momento,
A cada momento procurava um defeito...
Linda, conseguia em apenas
Tão pouco pano, cobrir seu lindo corpo,
Sem abusar da sensualidade...
Com um simples toque de requinte,
Atraía olhares que outrora me causava ciúmes,
Em apenas um, dois abraços consegui ver
meu futuro num curto espaço de tempo...
Um simples poeta, descrevendo a arte
Que sentava à sua frente em uma simples mesa,
Onde olhares já não se cruzavam mais,
E sim falavam de boca cheia...
Vem me amar com tudo que você pode...
E eu como um mero leitor, apreciei mais uma vez
A delicia de poder admirar mais uma canção de Deus pra mim...
Marcos Malta.
Em um curto espaço de tempo,
Fiz um grande momento,
A perfeição estava tão próxima
Olhava pra ela a todo momento,
A cada momento procurava um defeito...
Linda, conseguia em apenas
Tão pouco pano, cobrir seu lindo corpo,
Sem abusar da sensualidade...
Com um simples toque de requinte,
Atraía olhares que outrora me causava ciúmes,
Em apenas um, dois abraços consegui ver
meu futuro num curto espaço de tempo...
Um simples poeta, descrevendo a arte
Que sentava à sua frente em uma simples mesa,
Onde olhares já não se cruzavam mais,
E sim falavam de boca cheia...
Vem me amar com tudo que você pode...
E eu como um mero leitor, apreciei mais uma vez
A delicia de poder admirar mais uma canção de Deus pra mim...
Marcos Malta.
Roleta Russa(In Memorium)
Roleta Russa
Em alguns segundos,
O ceu se fez tao perto,
Meu inferno cresce a cada segundo
A vontade de lutar contra meus medos
Minhas culpas,
Lutar contra a razão,
Me faz crer em apenas
alguns segundos de Angustia.
Qual seria a ultima imagem que veria
A imagem carente e indefesa de uma pobre criança
Sem culpa alguma pelos atos de nos adultos...
Ou a face de uma mulher linda, tímida,
Cheia de vida e conceitos, mas que abandonou tudo
Pra viver um romance profano, cheio e safadezas,
Onde não haveria espaço pra mim.
Não sei se me apego nesses
alguns segundos que me farão esquecer tudo e não sofreria mais.
Ou se me apego na imagem de uma criança indefesa,
Me pedindo calmamente pra não ir embora,
Me pedindo na maior inocência um pequeno
e suculento pedaço de bolo...
Marcos Malta(In Memorium)
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Espere um Momento.
Espere
Um momento.
Sabe aquele momento
em que você fica sozinho no espelho,
Um momento sóbrio
onde a solidão trafega a alma.
Sabe aquele momento
em que escorre uma lágrima do rosto e,
Mesmo tímida faz com
que sua mão deixa cair a foto daquele momento.
Sabe aquele momento
em que você procura nos seus contatos, alguém pra conversar e, seus olhos param
justamente naquele nome.
Sabe aquele momento
em que você procura nas horas uma vontade louca de ir embora, e lembra que o
relógio foi um presente dado naquela data especial.
Sabe aquele momento
em que você caminha sem rumo e, lembra que aquele caminho fostes o caminho
percorrido a oito anos atrás e não te levou a lugar nenhum...
Sabe aquele momento
em que você quis crescer, buscar algo pra satisfazer o ego da pessoa amada e,
numa simples ligação o amor acaba.
Sabe aquele momento
em que você tenta dormir, vira pro lado, ai do nada surge um anjo e diz
baixinho no seu ouvido...
“-Papai”... Eu te Amo
viu!
Espere um Momento...
Acho que não preciso de mais nada, tenho tudo que preciso. Eu preciso de Alguém
que diz no fundo dos meus olhos o quanto sou importante pra ela...
Marcos Malta
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