Páginas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Batom Maldito

Batom maldito

Deixou um pedaço de papel
sujo de batom,
escrito no canto esquerdo

pra que eu não a procurasse mais,
que a partir daquele momento 

minha cama encolheria,
meu suor não apareceria mais,
minhas noites seriam mais longas,
que encontraria  a paz em outra boca,
que encontraria no sorriso alheio,
outra vontade de fazer 

minha cama crescer novamente.
Desliguei-me do mundo,
chorei por dias,
insultei ao pai 

a dor que sentia no momento.
E com raiva rasguei aquele papel,
sujo de batom vermelho sangue...

Dias depois,
num singelo plebiscito,
Pudia escolher um Prefeito, 

ou um Vereador,
acabei escolhendo não me privar do amor.

Amor este que me lembra toda a noite,
que o defeito não está em mim,
e sim no desejo de alguém 

buscar a perfeição,
em um mero papel com 

um desenho lindo de uma Arara,
que acabei jogando fora 

comprando aquele Batom Maldito...

Marcos Malta

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Imaginação

Imaginação.

Lembra daquelas horas
de tristeza pura...
Deus trouxe a noite
pra que repouses
em sono profundo
Lembra daquelas flores lindas...
Elas morrem pra te fazer
entender que nada é pra sempre...
Lembra do perfume
que você tanto gosta...
Fizeram outros
com cheiros mais adocicados
afim de que desistisse
de emagrecer e
me buscasse cada vez mais.
Lembra da chuva que caiu ontem...
Elas serviram pra
te mostrar as rosas
que crescerão em ti.
Lembras de toda negatividade...
Elas serviram pra te mostrar
o valor das coisas boas.
Imagina se uma linda e robusta Abelha
não procurasse o mel
de uma flor feia...

Marcos Malta

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mães de Março.



Mães de março.

Trinta e um dias de sufoco
Tristes dias de agonia,
Tempos que não passam,
Dias que atravessam a alma
Lágrimas que me banham o corpo
De sangue impuro.
Como se não bastasse 
Todo ódio Que tenho
Fostes nascer no mesmo dia
Do pecado,
No mesmo excesso de amor,
Como se não bastasse,
Procurei no mês de março uma mulher
pra meu filho chamar de mãe...
Mês incomum, 
Mês de Peixes,
Mas raramente chove,
Mês do amor,
Mês da tristeza em dor,
Mês do fracasso,
Mês da loucura,
Mês que engana meus sentimentos,
Um dia a menos e tornaria
Comum como a lágrima 
Que derremei ontem
Dia trinta e um de março...
ainda bem que hoje é primeiro de Abril...
mentiras que me consolam... 
Mentiras que me Libertam...

Marcos Malta

domingo, 16 de dezembro de 2012

Refúgio

Refúgio

Tão pequeno,
quase nem bate.
Tão Inocente,
Tão meigo,
Tão amigo,
Tão cheio de vontades,
Não se cansa de me ver impaciente,
Não se cansa de me ver chorar,
Não se vende tão fácil...

Tão pequeno,
quase nem me cabe,
Tão carente,
Tão triste,
Tão Amargo,
Tão descrente...
Tão Pai,
Papeis Trocados...

Não da pra Acreditar
que você só tem quatro Anos,
Como sabe com tão pouco tempo de vida
que Dizer-me "EU TE AMO",
me traria de volta a Vida...

Amo vocês Meus Filhos.
(Marcos Eduardo e João Victor)

Marcos Malta

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fácil...



Fácil...

...Entregar em um envelope cinza ou branco,
Declarações arrancando
Um breve sorriso mesmo
Que seja apenas de canto de boca.
...Assoviar acompanhando
O maravilhoso som dos pássaros,
Sem saber uma nota musical se quer.
...Comprar o melhor vinho,
Convidá-la em pensamentos,
Comprar rosas,
Arrumar as velas,
Combinar uma declaração decente,
Sabendo que não aceitará meu convite.
...Colocar aquela musica que fala de nós dois,
E ouvir você dizer.
Que a musica é feia,
Ou é musica pra corno.
...Comprar uma aliança,
Fazer uma surpresa,
E na hora do pedido,
Descobrir que está de dieta a dias e
O anel só cabe no dedo do meio.
...Comprar um carro e,
 Imaginar nossa primeira cena amorosa e,
Quando levantar a cabeça,
Ver seu belo sorriso estampado
No ombro de outro cara...
Realmente a musica que amo...
É uma musica de corno...
E mesmo não tendo você um dia se quer,
Pude perceber o quão fácil foi me apaixonar e
O quão fácil será trocar de musica...

Marcos Malta

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

I ai...


I ai?

Mudei seu mundo, coloquei bordas no sol.
Protegi a lua,
Arrastei-a pra janela do seu quarto,
Chamei Índios cantantes,
Chorando chuvas em olhos vermelhos de amor.
E pássaros tristes alegraram nossa noite,
E mesmo com o lençol suado de amor,
Pude gostar de sentimentos esquecidos,
I ai... I ai voltei ao som que vinha do peito
Felicitado com minha presença,
Apalpei  a dor de entregar
Minha Alma em suas delicadas Mãos,
E vi unhas vermelhas saciando sede,
Arrancando de mim,
Pedaços regenerados de minha pele macia,
E Noites mais tarde olhando pra lua.
Pude ver um largo sorriso aberto ao ver
A bela noite que Propiciou ao
Velho novato casal...

I ai?...

Marcos Malta

domingo, 30 de setembro de 2012

Crônicas de um tempo bom.


Crônicas de um tempo bom.


Arrancava suspiros alheios,
Admirava mãos alheias,
Derretendo o ouro que circulava os dedos nus,
que outrora me causava inveja.
Vestia minhas mãos com algo similar,
reduzindo minha vontade,
Diminuindo o caminho pra encontrar minha felicidade.
Cada rosto que cruzava meu olhar,
mantia acesa minha esperança,
Cada perna lisa, Bumbum empinado, Seios Duros,
 Faziam-me viajar num futuro bem próximo,
Imaginava-me passeando por tanta perfeição criada
Só pra que fosse admirada e cortejada por mim.
A cada vestido curto,
A cada falta de elegância nos olhares vindo em minha direção,
Causava-me uma elevação interior.
Passava horas me arrumando,
Por minutos de banho demorado,
Por minutos de loções pós-banho,
Por minutos de gel em meus cabelos,
Por minutos em escolher a melhor roupa,
Por minutos em criar coragem em pegar meu telefone,
Por minutos em criar coragem e te chamar pra sair,
Enfim por minutos em ligar minha moto,
Por minutos em ficar cortejando a ideia de tamanha loucura.
O rumo que tomei talvez não me aproximasse da felicidade,
Mas fizestes com a agonia em ficar admirando-a
A cada dia mais e mais, permanecesse acesa
A cada vestido curto que colocava
Quando fazia questão de passar no estreito que circulava sua casa
No horário não planejado,
Meu coração não tinha outro destino.
Por horas de cartas escritas pra que enxergue meu amor por ti,
Por minutos de linhas que voltava uma a uma,
Por minutos de lembranças de coisas que poderiam agradá-la,
Por minutos lembrando-me das rosas
Que poderiam jogar na porta de sua casa,
Alegrando um pouco mais seu começo de dia,
Por minutos lembrando-me dos filhos que poderíamos ter,
Por minutos lembrando-me das musicas que ouvi falando de você,
Por minutos lembrando-me das viagens  fotografadas
Em momentos que ainda viriam com toda força em minha memória,
Enfim por minutos de bobeira rasgando tudo
Que expressava minha ignorância por saber
Que não tenho dinheiro pra sustentar seu vicio...

Marcos Malta
 
Marcos Malta © Copyright | Template By Mundo Blogger |
Subir